segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Contas de fazer de conta

Todas as grandes medidas reformistas do Governo têm, como pano de fundo, o combate ao défice. A lógica das reformas é moldada pelo combate à despesa e pelo aumento da receita. Por isso torna-se ridículo, e até insultuoso, ver os ministros a querer afastar semelhante relação, como se fosse possível esconder totalmente um gato com semelhante rabo felpudo.
Pior é que continua a não haver coragem – algo que tem vindo a atravessar todos os Governos desde os de Cavaco Silva - para chamar a banca e a actividade seguradora, para o esforço colectivo. O que só se pode perceber, quando se olha para os principais patrocinadores nacionais do PS, do PSD e do CDS: exactamente a banca.
É este fazer de conta que torna desgastante a vida em Portugal, e mais difícil a decisão de ser e continuar a ser português.
j.marioteixeira@sapo.pt

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