quarta-feira, 25 de outubro de 2006

Quando os políticos mentem [e sabem que mentem]

As razões que estão por base na colocação de portagens nas SCUTS são meramente económicas, ou melhor financeiras: arranjar dinheiro.
Ao contrário do que Mário Lino afirma é, por exemplo, falso que haja efectiva alternativa à A28 [ou antigo IC 1] entre Porto e Viana do Castelo. Aliás, que alguém tente – o Senhor Ministro, por exemplo -, fazer o percurso pela A28 e pela Estrada Nacional e que veja a diferença de tempo, ou, sequer, se a Estrada Nacional é alternativa a alguma coisa.
Depois, também não se percebe como é que, com base nos factores que estão por base a colocação de portagens, não se retirem outras que existem. Ou será que o Ministro acha que, por exemplo, a ligação entre Guimarães e Vila Pouca de Aguiar [A7] serve terras com um PIB per capita regional, índice de poder de compra concelhio e um tempo médio da melhora alternativa possível que justificam a existência de portagens?
Por outro lado, está em causa o modo como serão colocadas tais portagens, até mesmo pelo traçado e pelos ramais de acesso que as vias em causa possuem. Recentemente voltou-se a falara no ridículo delas serem cobradas através do sistema Via Verde. Mas então será obrigatório ao utente ter Via Verde? E o parelho passará a ser gratuito?
Seria bem melhor o Governo assumir que, ao contrário do que prometera, afinal o Orçamento do Estado não poderá suportar o custos das SCUTS.
j.marioteixeira@sapo.pt

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