sexta-feira, 20 de abril de 2007

Prioridades

Além da licenciatura do Primeiro Ministro, outras coisas se vão passando e que importavam atenção. Uma delas foi o facto do PS, na passada Quarta-feira, ter rejeitado a proposta dos “Verdes” - apoiada por toda a Oposição - de incluir a vacina do cancro do colo do útero – cancro que em Portugal, em média, vitima uma mulher por dia! - no plano nacional de vacinação. O grande argumento alegado pelo PS foi a falta de certeza científica quanto à mais-valia da vacina.
Isto cheira-me a défice, a tostões. Cheira-me a usura. Cheira-me a avareza. Não sei se é ou não, mas que tem esse forte odor, tem. E tem porque são as contas a marcar sempre a agenda do Governo.
O certo é que a vacina está à venda desde o início do ano, mas nem todas as mulheres têm dinheiro para a comprar. E, para já, será o único meio de prevenção e combate.
Vejo sucessivos debates de engenheiros e afins acerca do aeroporto da Ota, e não vejo um único para esclarecer da necessidade ou não de tal vacina. Esta, ao contrário do novo aeroporto, parece ser suficientemente menor para poder ser decidida apenas por políticos.