quinta-feira, 12 de julho de 2007

Resvalos

Quando se fala em degradação das cidades, com especial enfoque em Lisboa e Porto, fala-se na degradação de grande parte dos edifícios mais antigos.
Na verdade é fácil encontrar em qualquer uma daquelas cidades edifícios velhos, decadentes, fechados, devolutos, fantasmagóricos.
No decorrer das eleições para a Câmara de Lisboa, o assunto tinha de vir à baila. E, para não variar, o discurso acabou por resvalar para o pior: o da desonestidade.
Caso patente da candidata Helena Roseta que, no costumeiro exercício preguiçoso de fazer política fácil, dizendo aquilo que cai bem na “populaça”, deu a entender que a solução passaria por compelir os proprietários a fazerem obras de restauro.
A Bastonária da Ordem dos Arquitectos deveria saber – e sabe-o mas não lhe interessa mostrar que sabe porque também foi legisladora, e por isso, conivente – que a responsabilidade da degradação do parque imobiliário se deve a sucessivas políticas desastrosas de arrendamento. Fosse o arrendamento um mercado fiável e rentável, soubesse o proprietário/senhorio que facilmente e sem delongas ou encargos proibitivos que poderia pôr no olho da rua o inquilino que não paga a renda e outro galo cantaria.
j.marioteixeira@gmail.com

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