segunda-feira, 12 de maio de 2008

Sinais

Tão ou mais grave do que o Acordo Ortográfico, que é uma aproximação da língua portuguesa á sua derivação brasileira até por interesses de mercado editorial (por muito que o queiram negar), é o modo como o português é tratado de um modo geral no nosso país.
Não falo das gralhas, dos erros de simpatia, mas sim de erros ortográficos efectivos. E também não falo de dicções e pronúncias tantas vezes infelizes na televisão e na rádio. Não falo apenas do "xelente" ou do "icnómico". Falo de legendas com erros crassos de português. Falo de notícias mal redigidas e com erros de ortografia. E também falo de e-mails profissionais onde se escreve, por exemplo "confirma-mos" e não "confirmamos".
Há um défice de conhecimento e uso da língua portuguesa, a que irá acrescer, a breve trecho, a pseudo-estenografia das sms. E haverá uma factura a pagar, mais tarde ou mais cedo. Mas é um tipo de factura que não entra na contabilidade das contas públicas.

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