terça-feira, 17 de novembro de 2009

Depende

Muito antes de Einstein ter chegado á conclusão "E=mc2", já o povo português tinha solidificado essa lusa tradição de se relativizar as convictas afirmações do interlocutor.
Daí o enraizar na nossa habitual linguística do termo "depende". Isto porque o português, na sua secular experiência de quem anda aqui há muito e já muito viu e descobriu, aprendeu a não dar tudo como certo, antes como relativo. E por isso lá vem o "depende".
Para dar um exemplo prático, que suscitou este mesmo texto de hoje: sempre que alguém me diz que o meu carro anda pouco, que é uma espécie de traineira com motor de caiaque, eu sempre contraponho que atinge, na boa, os 120 km/hora que é velocidade máxima por terras lusitanas.
Claro que logo vem o argumento em forma de pergunta: "E isso é alguma coisa??"
Ora é aqui que entra a secular relatividade lusitana através do "depende". E contraponho: depende, por exemplo, se estiveres a 10 metros de embater numa parede de betão. Se for o caso, acredita que é uma velocidade alucinante!
JMT

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